Quase metade dos abortos feitos no mundo entre 2010 e 2014 foram inseguros, diz OMS - Portal RV

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28/09/2017 às 10h09 - Atualizada em 28/09/2017 às 10h09

Quase metade dos abortos feitos no mundo entre 2010 e 2014 foram inseguros, diz OMS

Redação
Uruçui - PI

Do total estimado de abortos feitos entre 2010 e 2014 em todo o mundo (55,7 milhões), 45% foram realizados em condições inseguras, afirma estudo da Organização Mundial da Saúde e do Instituto Guttmacher, organização global de pesquisa sobre direitos reprodutivos. Foram 25,1 milhões de interrupções de gravidez inseguras, segundo o levantamento publicado no “Lancet” nesta quarta-feira (27), que analisa dados de 182 países.


Segundo a OMS, a maioria dos abortos inseguros (97%) foi realizado em regiões em desenvolvimento (África, Ásia e América Latina). Não há dados específicos sobre o Brasil, mas, na América Latina, apenas 1 em cada 4 abortos foram considerados seguros.


O estudo aponta que é comum na região que mulheres façam o aborto em casa; a maioria, diz a pesquisa, utiliza medicamentos.


Aborto seguro


A Organização Mundial da Saúde classifica como seguro o aborto feito com um profissional de saúde que seguiu todas as recomendações de segurança da instituição sobre abortamento - que inclui o uso de medicamentos, preferencialmente, e de métodos menos invasivos, como a dilatação.


Já os abortos inseguros, pela primeira vez foram divididos em dois: os abortos “menos seguros” (31%) e os abortos “ainda menos seguros” (14%).


Na primeira categoria (menos segura), a OMS enquadrou interrupções da gravidez realizadas por profissional de saúde, mas com método inseguro (com o uso de agulhas, por exemplo). Ainda nessa categoria, foram inclusas interrupções realizadas em casa, mas com método seguro (com medicamentos).


Na segunda categoria (ainda menos segura), estão os abortamentos feitos fora do sistema de saúde com métodos considerados inseguros (uso de ervas e introdução de objetos, por exemplo).


América Latina


Na América Latina, a maioria dos abortamentos foram considerados "menos seguros", "refletindo a transição do uso de métodos perigosos para o uso de medicamentos", aponta o estudo.


Abortos inseguros podem levar ao “aborto incompleto” (falha em remover todo o tecido da gravidez do útero), hemorragia, lesão vaginal, uterina e infecções. Segundo a OMS, as complicações foram mais altas em regiões com maiores índices de abortos feitos em condições inseguras.


 

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